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ROSTOS
J. DO BARREIRO
D. DO BARREIRO
MARGEM SUL
 
   
 

Na tarefa sem fim de fotografar os tempos que que correm, tirei a tarde para fazer uma actualização da imagem do nosso Barreiro Velho do qual tanto se fala, e que agora felizmente até tem amigos. De pouco valem os amigos quando a doença conquista espaço de manobra e se instala até cumprir o seu objectivo. Nem vale a pena falar dos sintomas sendo até pouco correcto politicamente mencionar alguns deles pelo melindre e falta de soluções de fundo, há quem seja pago para as descobrir.
Mas voltando ao passeio fotográfico e para justificar o magoado intróito, digo-vos que, ao passar perto do Cine Clube reparei que a porta gradeada do edifício do antigo Cinema Teatro República estava aberta. Subi, procurando uma perspectiva mais elevada para fotografar o largo de Casal e deparei-me com a porta de acesso ao interior aberta.
Lá dentro é o Império do Caos, livros, alguns certamente valiosos pelo aspecto das encadernações, placas comemorativas de eventos, armadilhas suficientes para matar alguém dado o estado de degradação em que se encontra, vestígios de utilização como abrigo de quem melhor não encontrou e pasme-se, duas meninas com menos de dez anos que brincavam com toda aquela variedade de artigos agora desprezados, saltitando alegremente por entre cadeiras partidas pedaços de parede e muitos dejectos humanos.
         Veja as fotos aqui.    
 

 
Luís Ferreira da Luz 20 08 07