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Arsénio, JCP, R. Contreiras e Corona
Da Cantera Barreirense
 
Selecção do Bié dirigida por JCP
 
futebolista do Luso Futebol Clube
 
atleta do Sporting Clube de Portugal
 
 
   
A MEMÓRIA VIVA DE
JOSÉ CARO PROENÇA
Fotografias: acervo JCP/Ferreira da Luz
Coordenação: artbarreiro.com
 
II– INTERREGNO OLÍMPICO (1936-1948)


Logo no ano dos Jogos Olímpicos de Berlim (1936) deflagra a Guerra Civil de Espanha, de cariz internacional (com envolvimento directo das principais potências da Europa), a que se seguiu a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Por isso, só em 1948 se celebram os Jogos de Londres – a que JCP não pode assistir por motivos de ordem pessoal-profissional, em Angola (onde passou a residir desde 1945).
Entretanto, nessa então Província Ultramarina Portuguesa (onde viveu 30 anos – Set. 1945 a Out. 1975), JCP, graciosamente, transmite os conhecimentos desportivos e culturais que possuía: de antigo atleta do Sporting Clube de Portugal, inscrito na Federação Portuguesa de Atletismo; de ex-futebolista do Luso Futebol Clube, registado na respectiva Federação Portuguesa de Futebol ; e, de cidadão preparado e formado no Instituto Militar dos Pupilos.
Assim, solicitado pela comunidade local angolana, JCP, age como treinador de futebol, em Benguela e em Silva Porto – nomeadamente no Sports Clube de Portugal e no Sporting Clube do Bié -, e, também, como treinador – seleccionador de conjuntos regionais de futebol sénior. Inclusive, a selecção do Bié que defrontou o Sport Lisboa e Benfica – então (1950), campeão da Taça Latina, com cinco futebolistas de eleição oriundos da famosa “cantera” barreirense: Francisco Moreira, Félix, Arsénio, Rogério Contreiras e Corona (único vivo). Selecção do Bié dirigida por JCP documentada na foto.
Sob o aspecto cultural – além de vasta actividade intelectual em “corpus” vários -, JCP, sobressai na imprensa e na rádio de Angola com uma série de artigos e programas desportivos (e não só !), didácticos e históricos. Géneros inéditos, ou pouco conhecidos, em Angola e Portugal, como “palavras a um jovem desportista” e “momento olímpico”.

 
 

Jaime Palma

Barreiro, 5 de Outubro de 2004